4.15.2007

Pouca fe

Deus, que eu nunca perca o que me resta de sensível, que eu consiga observar além das aparências....e mesmo com tanta indiferença pelo mundo, eu não crie casco de tartaruga...nem me acostume ao rotineiro absurdo que vivencio....
Quando estamos habtuados à notícias de violência, fome e miséria e a alma não reage mais, algo de muito grave está acontecendo. É porque estamos negligenciando compromisso ou muito pior, estamos concordando com o que há.
Estamos cruzando os braços, fechando os olhos para uma criança chorando de fome, um velhinho abandonado na rua, mulheres apanhando do marido, adolescentes sendo assassinados por roubarem uma manga no quintal do vizinho para amenizarem a fome (aconteceu na minha cidade)....a natureza clamando por socorro (porque tanta agressão contra quem nos proporciona proteção?)
Existem momenotos que temos vontade de esquecer o RESTO (tudo aquilo que não somos), que dá vontade de ser invadido pela paz e nada mais! Mas como podemos escostar a cabeça no travesseiro e tão facilmente dormir? Sabendo que o mundo precisa de um remédio, e que nesse caso, enquanto dirmimos, o vírus não dá trégua.